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Igreja – Lugar de gente feliz


Alegrei-me quando me disseram: Vamos á casa do SENHOR. – Sl 122:1

   Porque somos tomados por tão grande alegria quando vamos à Igreja? Observamos que desde o êxodo do povo de Israel, momento de tamanha celebração decorrente da libertação do povo escolhido de Deus, já havia no coração do Altíssimo o desejo de que um lugar de júbilo e adoração se confirmasse em meio aos homens – “E me farão um santuário, e habitarei no meio deles”. (Êxodo 25:8). O recado de Deus dado a Moisés foi acompanhado de dos mais diversos detalhes de como o Santuário deveria ser executado.

   A minuciosidade do Senhor na especificação dos materiais utilizados sinaliza, sobretudo, para que seja possível observar que somente havia espaço para o melhor, ou seja, é impossível não reconhecermos a aplicação divina agregando ao Seu desejo de construção do Santuário a determinação de que toda a sua constituição aponte para o que havia de melhor.

   Especialmente era possível observar, naquela época, a realidade outrora vivida pelo hebreus quando escravos da dinastia egípcia quando comprada ao grande projeto de Deus em cumprir sobre o Seu povo as Suas promessas. Certamente indissociável era o grande episódio da libertação dos judeus e a intensa vontade de Deus em estreitar a Sua relação com o Seu povo por meio da construção do Tabernáculo.

   Em outro momento das Santas Escrituras nos deparamos com o povo de Israel, mais uma vez, experimentando a sua liberdade. Desta feita retornando a Jerusalém após período de cativeiro na Babilônia de Nabucodonozor que havia dominado Judá quando do governo do Rei Jeoiaquim (2ª. Cr.36) cuja postura era antagônica às leis de Deus.

O desejo de edificar uma casa ao Senhor veio, para que se cumprisse a palavra do SENHOR, pela boca de Jeremias, ao Rei Ciro da Pérsia declarando ao seu reino: “O SENHOR Deus dos céus me deu todos os reinos da terra, e me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém, que está em Judá”. (Esdras 1:2).

   A mobilização permitiu que se levantassem os chefes dos pais de Judá e Benjamim, e os sacerdotes e os levitas, com todos aqueles cujo espírito Deus despertou, para subirem a edificar a casa do SENHOR, em Jerusalém (Esdras 1:5). O sentimento coletivo pela importância daquele momento foi, expressivamente, tamanho quando os edificadores lançaram os alicerces do Templo do Senhor- “E cantavam juntos por grupo, louvando e rendendo graças ao SENHOR, dizendo: porque é bom; porque a sua benignidade dura para sempre sobre Israel. E todo o povo jubilou com altas vozes, quando louvaram ao SENHOR, pela fundação da casa do SENHOR.” (Esdras 3:11). Os múltiplos sentimentos não contrastavam com o grande marco estabelecido naquele instante e que, decisivamente, mudaria a história de Israel – “De maneira que não discernia o povo as vozes do júbilo de alegria das vozes do choro do povo; porque o povo jubilava com tão altas vozes, que o som se ouvia de muito longe.” (Esdras 3:13).

   Se bem sabemos da significância do Santuário e de, nele, se estabelecer lugar de adoração e comunhão com o Senhor o inimigo de Deus – satanás, também reconhece com quão grande força um povo se levanta quando à sua frente está o Deus da Bíblia. Então, ante ao fato de que a Casa de Deus estava em construção, mobilizou quem se levantasse contra o plano de Deus e a obra cessou – “Então cessou a obra da casa de Deus, que estava em Jerusalém; e cessou até ao ano segundo do reinado de Dario, rei da Pérsia.” (Esdras 4:24). Fato é que retomado fôlego para sequenciar a construção o Templo foi concluído. Entretanto outras adversidades vieram, mas o desejo de que o Tabernáculo estivesse de pé era meta de um povo que encontrava em Deus a sua força.

   Hoje temos o privilégio da liberdade de Culto ao Senhor e, por esta razão, a certeza de que continuamente estamos em um ambiente de profunda presença e manifestação da glória Divina. Nela, ainda, seja observada a multiplicidade de dons e frutos que por outros são derramadas sobre este lugar tão rico e tomado pelo que há de melhor da parte de Deus para nós – “Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação.”(1 Coríntios 14:26).

   Então façamos de todas as oportunidades de estarmos na Igreja momentos em que venhamos a estabelecer comunhão com Deus (1ª Co. 1:9) e participar da edificação do Corpo (Hb. 10:25).

   Ainda hoje Deus fará  proezas, portentos, prodígios na sua vida. Vá à Igreja.

Bp. Cláudio P. Oliveira


Sobre o colunista

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2 respostas para “Igreja – Lugar de gente feliz”

  1. Aleandra El-Sarle C. Guedes disse:

    Glória Deus! Amado Bispo Cláudio fico feliz em ser pastoreada pelo senhor e pela também amada pastora Edneiva, é visível o quanto são cheios do Espírito Santo e bem munidos, carregados da palavra de Deus.
    Seria importante que todos compreendessem como é agradável e maravilhoso estar na casa do Senhor, fazer parte, colaborar, todos unidos, felizes na certeza que o nosso Mestre, Pai, Senhor, Amado de nossas almas se faz presente.

    Que Jesus te abençoe Bispo Cláudio e que a cada dia derrame mais sabedoria, instrução dos altos céus, de maneira que essa bênção possa ser transbordante, atingindo todos os seus queridos filhos da IBCA – Caminho de Areia.

  2. Anonima disse:

    A Igreja na verdade, está cheia de gente triste e frustrada com a vida, e que se escondem na Igreja para fingir uma felicidade. Basta ver as estatísticas de tantos casamentos desfeitos, famílias dilaceradas e adultérios que acontecem dentro das Igrejas. A culpa não é de Deus e nunca será, mas se a Igreja estiver preocupada em fazer a vontade do Senhor e amar ao próximo de verdade e não só de lábios, esse quadro mudará. Oremos.

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